quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

o chá já estava pronto, e posto nas xícaras sobre a mesa. era um líquido amarelado, borbulhante, com partes marrons por causa a pintura artesanal da xícara. - tome - falou a senhora Émen, dirigindo a mim com a xícara de chá em um pires branco. - ah, obrigado. suas mãos ficaram eretas junto ao seus braços, peguei a xícara, uma faca que estava sobre o pires, deslizou sobre meus dedos. Sangue. só vi a disparada monotona da senhora Émen, com seus dedos torturados, partindo em cima do meu dedo ensaguentado enquanto a faca caíra ao chão. O senhor Lúcio, foi mais rapido, deslocou as mãos dos bolços do paletó marron, e a segurou com um único dedo a barriga avantajada, e presa por uma cinta, da senhora Émen. todos na sala ficaram em silêncio. há uns dez segundos antes, o barulho da faca e da xícara caída ao chão foi o único até este momento onde a voz calma de Lúcio interrompeu a calada: - está bem, Émen? ela virou o rosto em sua direção enquanto ele olhava o sangue derramando. - Karter, leve Croweel…

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