sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CAPITULO 5: MATROIDE
como fossem balas recém disparadas, Émen e Lúcio correram ao quarto, ainda com vestes de dormir, eles pareciam espantados vendo eu ao chão e Karter virado me olhando, ençopado de suor.
- o que aconteceu? - perguntou Lúcio.
ele nos olhava friamente.
- o que aconteceu? - insistiu ele ainda nos olhando.
nos levantamos, sem a nossa vontade, nossos corpos foram levados a sala onde uma bola de cristal estava luminosa sobre a mesa de centro.
Émen estava sentada em uma poltrona olhando nossos corpos flutuarem ao meio da sala, eu fui posto no sofá enfrente a Émen, e o corpo de Karter foi colocado na poltrona ao lado.
- agora conte-nos o que aconteceu. - falou a voz doce e brutal de Émen me olhando frenéticamente.
- conte. conte pra madame Matróide o que aconteceu, em sua visão. - a voz soava no ar, sem dona, somente a luz da bola de cristal e um ardo vazio dentro dela.
- é melhor voce contar - opinou Karter me olhando.
seu olhar foi dirigido a bola de cristal.
- então conte a mim. - falou novamente a voz.
-eu não conseguia dormir - falei - então olhei a Karter e vi ele soar, encostei nele e vi o seu sonho.
- como pode ser? - falou a voz - um garoto tão mentiroso.
- não estou mentindo - retruquei.
- então porque falou que ele estava sonhando? sendo...
"Matroide, ele não sabe o quem somos" falou o pensamento claro da senhora Émen.
- isto não vem ao caso - continuou ela - o que você é, pra invadir sonhos de pessoas assim?
ouve-se silêncio e a voz calou no ar, sem deixar rastros.
ate que eu o cortei, depois de uma continua fitada de Émen a mim.
- Vungoriano. eu sou um Vungoriano.
- não pode ser. - ouvi os rumores mentalizados de Émen e Lúcio. Já o de Matróide eu ouvi com meus própios ouvidos.
- mentiroso. Vungorianos estão estintos! - ela pausou - foram banidos daqui. sua raça trazia muitos perigos, eles foram banidos. - a voz de Matróide era revoltante, como se fosse um ponto a perder a vida em uma guerra.
- descobriram da pior maneira, que quem vocês criam é um monstro.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

… somente a capa branca a cobria, e um colar prata, com pingente vermelho, destacava de sua pálidez incomum. rosto perfeito sem nenhuma imperfeição se quer. os cabelos loiros, estavam presos sobre o capuz da capa, mas mesmo assim escapava madeixas rebeldes.
todos ficaram em silêncio pois sua voz se expandia no ar, dando eco, por onde passava no meio daquele gelo todo.
- nunca - respondi.
ela me olhou novamente, e nossos olhares se encontraram no ar.
- então mate-os. - ordenou ela.
na onde tudo era branco, ficou preto e vermelho, sem excessão de nenhum lugar.
várias gritarias, e som de cristais quebrando no ar.
quando uma pessoa chegava perto de outra, seus corpos eram partidos ao meio, ou tiravam suas cabeças, ou até mesmo, enfiavam adagas de prata, no peito ou na cabeça.
logo eles ateavam fogo, nos corpos que viravam pó, assim que uma adaga os perfuravam.
enfim só sobrou eu e a menina, de pé, o restante tudo ao chão caídos, virando pó, e ficando pelo o chão branco, o enegrecendo.
ela não esperou nossos olhares se desviarem, e logo, estalou os dedos, sem mais fazer nada, ela subiu no céu, como um trovão prata. sumindo de vista.
nossos gritos foram abafados pelas quatro paredes do quarto...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"é só por um tempo" falou a voz de Lúcio.
logo a luz se apagou e eu avancei ao banheiro, deixando gotas de sangue espalhadas pelos o corredor do segundo andar.
empurrei a porta do banheiro, e avistei a pia branca, sobre um armário de madeira escura.
abri ele puxando suas portas, peguei a morfina reduzida, e a passei no dedo. estava agaixado. levantei, me vendo no espelho, e enrolei o esparadrapo que estava sobre a pia nos dedos, morfinados.
quando voltei ao quarto Karter já estava deitado e já tinha arrumado as camas, seus olhos estavam fechados, dormindo sem roncar, imóvel. apaguei a luz e deitei na cama ao lado.
não conseguia ficar de olhos fechados por muito tempo, fiquei a noite inteira acordado, com os olhos regalados, olhando o teto branco, sem teias de aranhas, mas com gesso em todos os cantos.
me virei em direção a escrivaninha que separava as duas camas, e observei um pote branco, com um pó azulado escrito "Teonderrebug" solução fecha prego a base de camomila.
novamente me virei ao teto.
olhando para algumas estrelas e a luz do luar que refletia no guarda-roupas, que normalmente estava cheio.
não me mechi por segundos, escutando uma voz, várias vozes, soarem no ar e quando olhei a Karter ele estava emsopado de suor, seu cabelo estava caído. manso.
seu travesseiro estava inundado, e sue corpo estava rebelde se rebatendo.
vibrando.
sem parar, ele levava as mãos a barriga - tambem ensopada.
levantei-me.
andei devagar ate ele, estendi meu braço em sua direção, e toquei a sua testa.
" em um longo território enevuado, várias pessoa de capas pretas vinham em minha direção, meu grupo estava composto de cem pessoas, revestidas de capas vermelhas que rastejavam ao chão a cada passo dado.
- entregue-se. - falou uma menina branca. a única que se detacava em meio aos outros de capas pretas.
seus olhos eram escuros, e sim, um orifício escuro, negro, sem nenhuma outra pigmentação, somente um escuro vazio, que olhava diretamente em meus olhos.
ela não pisava ao chão...